https://youtu.be/izUjSxjW-gA

vamos trabalhar para o coletivo, preciso do seu apoio, juntos somos muito mais fortes, temos projetos para serem concretizados.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Atlético vence, mantém seca do Real no clássico e impõe primeira derrota de Zidane

Zinedine Zidane foi derrotado por Diego Simeone em Real Madrid x Atlético

O Real Madrid segue sem conseguir vencer o Atlético no Campeonato Espanhol. Neste sábado, em pleno Santiago Bernabéu, os donos da casa, mais uma vez, não foram páreo para os comandados de Diego Simeone, perderam por 1 a 0 e, para piorar, ficaram ainda mais distantes do sonho de título.
Naquele que era também o maior teste para Zinedine Zidane, o técnico conheceu sua primeira derrota com o Real, mais uma vítima de uma boa estratégia de Simeone e gol de Antoine Griezmann. Já são seis jogos do Espanhol que os merengues não vencem o Atlético, o maior jejum do clássico.
A situação fica ainda pior considerando partidas no Bernabéu. Nas duas últimas visitas ao rival pela Liga, o Atlético também havia saído vencedor e, agora, se torna o primeiro time na história a completar três temporadas consecutivas batendo o Real em seus próprios domínios no Campeonato Espanhol.
Além de fazer bem para o retrospecto, o resultado ainda é ótimo para a classificação do Espanhol. Agora, o Atlético abre quatro pontos de vantagem sobre o Real na vice-liderança, 58 a 54, e se candidata para ser o perseguidor oficial do Barcelona, primeiro colocado, nas últimas 12 rodadas da Liga.
Real e Atlético chegaram para o clássico, respectivamente, com o melhor ataque e a defesa menos vazada entre os times de todas as cinco grandes ligas europeias. O time que fez 71 gols em 25 jogos do Espanhol até aqui, porém, não conseguiu vazar pela 12ª vez os colchoneros em 90 minutos.
Varane, de cabeça, Cristiano Ronaldo, em cobrança de falta, e Benzema, em chute cruzado, tiveram as melhores chances do primeiro tempo, mas não venceram Oblak. O Atlético também ameaçou, inclusive, com a grande oportunidade da etapa inicial, em bela defesa de Keylor Navas após tiro Griezmann.
Grande nome da temporada do Atlético, Griezmann só havia balançado as redes uma vez nas últimas oito partidas de sua equipe - depois de ter feito 11 gols nos 11 jogos anteriores. Já eram cinco duelos seguidos sem um tento, em jejum que incomodava, mas que não poderia ter melhor hora para acabar.
O gol decisivo veio aos sete minutos do segundo tempo, em jogada com o brasileiro Filipe Luís. Griezmann abriu para o lateral-esquerdo, que logo devolveu, rolando para trás. A bola se ofereceu limpa para o francês, que bateu firme para vencer Navas - que ainda tocou na bola antes de entrar, mas não defendeu.
Atrás no placar, o Real cresceu, mas não conseguiu pressionar. Aos 42 minutos, porém, quando parte dos torcedores já deixava o Bernabéu, os presentes reclamaram bastante de um pênalti. O brasileiro Danilo entrou na área pela esquerda e foi derrubado por Gabi. Próximo, o árbitro Clos Gómez mandou seguir...
Com a derrota, o Real, terceiro colocado, pode ver o Barcelona abrir 12 pontos de vantagem neste domingo, em caso de vitória sobre o Sevilla, às 16h30 (de Brasília). Na 27ª rodada do Espanhol, o time de Zidane tentará buscar a recuperação fora de casa, contra o Levante, já nesta quarta-feira (17h).
O Atlético, por sua vez, tem compromisso um dia antes, no Vicente Calderón, também às 17h (horários de Brasília), contra a Real Sociedad. No momento, a desvantagem para o Barça é de cinco pontos - pode ir a seis ou oito no domingo.

30 anos de saudades.




segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Policial da Corregedoria que espancou dono de loja tem empresa de segurança


O policial civil José Camilo Leonel (SP) é sócio da empresa de segurança Pentalpha Consultoria Técnica de Segurança e Investigação em Fraudes Contra Seguros Ltda. No quadro societário, uma parente dele - Zenaide Leonel dos Santos - consta como sócia administradora.
Até semana passada, Leonel estava na Divisão de Operações Policiais (DOP), da Corregedoria da Polícia Civil, um setor especializado em investigar policiais suspeitos de praticar extorsões. O policial foi flagrado espancando um comerciante, dono de uma loja de tapetes, nos Jardins, na zona oeste, em janeiro, para defender a estudante Iolanda Delce dos Santos, 29, cliente da loja que queria trocar um tapete persa. O caso foi revelado pela TV Globo.
A Secretaria de Segurança Pública informou que "policiais civis podem ser cotistas ou acionistas, de acordo com a Lei Orgânica da Polícia do Estado de São Paulo. O impedimento é de que sejam sócios administrativos ou gerentes". A pasta não informou se será investigado o fato de Leonel ser sócio da empresa de segurança.
Leonel faz parte do novo grupo de policiais que chegou na Corregedoria há dois meses junto com o novo diretor Domingos Paulo Neto com a missão de recuperar a imagem do departamento. Em dezembro, a reportagem revelou que o Ministério Público apurou a existência de um mensalão da Corregedoria, cobrado de policiais corruptos, que eram avisados de investigações contra eles.
No caso de Leonel, a suspeita é que ele cometeu uma série de abusos. Além de espancar e ameaçar o comerciante com uma arma na cabeça da vítima, ele - ao pedir apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) - avisou que atendia a um caso de roubo. Por isso vários carros de polícia foram ao local, o que pode fazer Leonel responder ainda por falsa comunicação de crime. O investigador estava de férias quando usou a viatura da Corregedoria. Procurado pelo "Estado de S. Paulo", Leonel não foi encontrado.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Pai passa em medicina ao fazer Enem para apoiar filho na Bahia


O fisioterapeuta Ulisses Monteiro da Costa Neto, 42, foi aprovado em medicina na Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), campus Jequié (BA), depois de uma maratona de estudos para apoiar o filho Alirio Caribé Ribeiro Neto, 19, no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que tentava ingressar no mesmo curso em universidade pública. O jovem foi aprovado em uma faculdade particular em Salvador e promete, mesmo estudando em instituições diferentes, trocar conhecimento com o pai durante a vida acadêmica.
Há três anos, pai e filho começaram a estudar juntos. Mas, o que a família não imaginava era que Ulisses tivesse potencial para ser aprovado e voltar a fazer universidade quase duas décadas depois de se formar em fisioterapia. A lista dos aprovados do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) foi divulgada no dia 18 de janeiro, mas Ulisses conta que até agora a "ficha não caiu".
"Comemoramos o resultado de Alírio com uma festinha para amigos e familiares, mas a minha não fizemos. Até agora estou sem acreditar que passei em medicina. Reforço que o resultado não foi sorte, foi estudo mesmo. Estudei não só o conteúdo, mas também fiz uma estratégica com análise dos assuntos que caíram nas últimas provas e cronometrei as questões e a redação. Deu certo e agora vou tentar fazer meu filho ser aprovado no Enem deste ano para cursar medicina em universidade pública", afirma Ulisses. 
Ele não fez cursinho, estudou em casa, nos horários vagos que tinha como fisioterapeuta e aluno do curso de bacharelado interdisciplinar em Saúde, na UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia), que ingressou em 2015. "Aproveitei a greve e comecei a estudar. Meu foco era sempre em linguagens e ciências da natureza, que não dominava, além da redação. Apesar de Alírio estar em Salvador, porque ele foi fazer cursinho lá, a gente se comunica o tempo todo por Skype e outras mídias trocando conteúdo. Um ajudava o outro", afirma.
Ulisses Monteiro obteve a média 785 e vai cursar medicina apenas em outubro, quando inicia o primeiro semestre do curso da Uesb. O calendário acadêmico está desregulado devido à greve que iniciou em 13 de maio de 2015 e durou 86 dias. Já Alírio Ribeiro deverá começar o curso na FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências), em Salvador, este mês, mas continuará estudando para o Enem para tentar vaga em universidade pública em 2017.
O fisioterapeuta tem uma clínica na cidade de Gandu, sudoeste da Bahia, já está planejando como vai ser a nova rotina para conciliar estudos com a profissão. "Vamos ter uma queda na renda porque vou atuar menos na clínica, mas vou ver uma forma de ficar nos fins de semana. Minha mulher é fisioterapeuta e vai ajudar muito nesse período que estarei na universidade. Espero que Alírio consiga ser aprovado ano que vem em uma universidade pública porque a mensalidade é pesada. Mas, se não for vamos nos ajustar e ele poderá até terminar o curso primeiro do que eu, porque na faculdade particular não tem o atrapalho das greves", disse.
Ulisses conta que quando era adolescente sonhava em ser médico, porém ao ser aprovado no curso de fisioterapia se encontrou na profissão e não tentou mais uma nova carreira. "Sou professor de física e química. Planejei ser professor do meu filho para ele ir aprendendo junto comigo essas disciplinas. Resolvi fazer o Enem há três anos para incentivá-lo e fiquei surpreso com a nota que obtive. Daí nos anos seguintes, foquei nos estudos para ser aprovado junto com ele. Não passamos na mesma universidade, como desejávamos, mas vamos ser parceiros acadêmicos porque vamos trocar conhecimento", diz Ulisses.

No Ceará, diminui a diferença entre jovens ricos e pobres que concluem o ensino médio.


Em dez anos, Brasil diminui diferença entre jovens mais ricos e mais pobres que concluem o ensino médio. Em 2005, 18,1% dos jovens de 19 anos entre os 25% mais pobres da população concluíam o ensino médio. Entre os 25% mais ricos, a porcentagem chegava a 80,4%, existindo uma diferença de 62,3 pontos percentuais entre os dois grupos. Em 2014, último dado disponível, o cenário mudou. Entre os mais pobres, 36,8% concluíam o ensino médio e, entre os mais ricos, 84,9%. A diferença entre os dois grupos ficou em 47,8 pontos percentuais.
Os dados são de levantamento divulgado pela organização não governamental Todos Pela Educação, feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa tem como objetivo monitorar a Meta 4 da entidade, que estabelece que 90% ou mais dos jovens brasileiros de 19 anos deverão ter completado o ensino médio até 2022. Essa meta também monitora a conclusão do ensino fundamental até os 16 anos, estabelecendo o objetivo de que 95% dos jovens tenham completado este ciclo escolar até 2022.
"A perspectiva é redução de desigualdades. Esse dado é positivo. O Brasil está aumentando os índices e reduzindo as desigualdades", diz a superintendente do Todos Pela Educação, Alejandra Meraz Velasco, que pondera que o país ainda apresenta desigualdades que precisam ser enfrentadas. 

Ensino fundamental

A redução das diferenças entre os mais pobres e mais ricos ocorre também no ensino fundamental.  Em 2005, dos jovens de 16 anos entre os 25% mais pobres da população, 38,8% concluíram o ensino fundamental. Entre os 25% mais ricos, a porcentagem era 90%. A diferença entre os dois grupos era 51,2 pontos percentuais. Em 2014, entre os mais pobres a taxa de conclusão saltou para 62,7% que concluíram o ensino fundamental e, entre os mais ricos, 92,2%, uma diferença de 29,5 pontos percentuais. 
De modo geral, os dados mostram que, nos últimos dez anos, o Brasil avançou 15,4 pontos percentuais na taxa de conclusão do ensino médio dos jovens de até os 19 anos. O percentual de concluintes passou de 41,4% em 2005 para 56,7% em 2014. Em números absolutos, isso significa que, nesse intervalo de tempo, os estudantes concluintes passaram de 1.442.101 para 1.951.586.
No ensino fundamental, a taxa de conclusão cresceu na mesma proporção que o ensino médio: quase 15 pontos percentuais, aumentando de 58,9% em 2005 para 73,7% em 2014. Passou de 2.106.316 concluintes em 2005 para 2.596.218, em 2014.
Desigualdades
No ensino médio, entre os grupos de jovens por raça/cor, o maior avanço registrado na década está entre a população parda, cuja taxa de conclusão aos 19 anos aumentou 19,8 pontos percentuais. Entre os pretos, o crescimento foi 17,1 pontos percentuais, enquanto os brancos apresentam 12,3.
No ensino fundamental, também houve queda na diferença. Entre os pardos, houve um aumento na conclusão da etapa de ensino de 20 pontos percentuais em dez anos. Entre os pretos, 18,2 pontos percentuais e, entre os brancos, 10,7.
Apesar das melhorias, as populações pardas e pretas ainda concentram os maiores percentuais de estudantes que não concluíram as etapas de ensino nas idades monitoradas. No ensino fundamental, em 2014, 82,9% dos brancos haviam concluído com 16 anos a etapa, enquanto 66,4% dos pretos e  67,8% dos pardos atingiram o mesmo patamar. No ensino médio, 66,6% dos brancos com 19 anos concluíram a escola. Entre os pretos o percentual foi 46,9% e, entre os pardos, 50,1%.  
Na avaliação de Alejandra, o país ainda está distante de cumprir, em 2022 a meta estabelecida pela entidade, de que pelo menos 90% dos jovens brasileiros de 19 anos tenham o ensino médio concluído. "Como em outros indicadores de educação, observamos melhorias, destacamos melhorias, mas o Brasil não está melhorando a educação em um ritmo que a gente esperava", diz.

Onde estão os jovens?

Quase um quarto dos jovens de 19 anos não estuda e nem trabalha, segundo o estudo, a chamada "geração nem nem". A porcentagem tem se mantido mais ou menos constante. Em 2005, eram 23,1% e, em 2013, a porcentagem subiu para 25,7%. Em 2014, houve uma queda, para 24,5% dessa população. Isso significa que 842.217 jovens estão nessa situação no Brasil.
Aos 16 anos, a porcentagem de "nem nem" é menor, era 11,2% em 2005 e caiu para 10,5% em 2014, o que corresponde a 370.633 adolescentes que não estão na escola e nem trabalhando. Mais 244.232 (6,9%) só trabalham. 
"Sem dúvida isso é preocupante e passa pela necessidade de reestruturação do ensino médio. Muito do aumento de quem não frequenta a escola é devido ao desinteresse no ensino médio", avalia Alejandra. A partir desse ano, o ensino até os 17 anos passa a ser obrigatório no Brasil, como prevê a Emenda Constitucional 59/2009 e o Plano Nacional de Educação (PNE). Para Alejandra, isso deve se refletir nos indicadores futuros.

Missa Arquidiocesana realizada aos 3º sábados do mês, momento de louvor a Jesus Cristo. Terço dos Homens.

 

 

 

 

 

Papa sinaliza possível concessão a métodos contraceptivos em casos de Zika

Papa Francisco visita presídio em Ciudad Juárez, no México

A BORDO DO AVIÃO PAPAL (Reuters) - O papa Francisco mostrou-se abrir caminho para uma possível, ainda que limitada, suavização da proibição da Igreja Católica a métodos contraceptivos por causa do Zika vírus.
Mas o pontífice argentino, que falava aos repórteres na volta para Roma após uma visita ao México, descartou categoricamente o aborto como reação ao Zika, comparando a prática aos assassinatos da máfia italiana.
A crise de saúde vem pondo em questão os ensinamentos da Igreja, especialmente na América Latina, onde o aborto está sendo debatido mais abertamente até mesmo em alguns países conservadores.
Muitos cientistas acreditam que a Zika, uma doença transmitida por mosquitos que está se alastrando pelas Américas, pode ser um fator de risco de microcefalia – uma má-formação craniana em recém-nascidos.
Nas descontraídas coletivas de imprensa pós-viagem que se tornaram uma marca registrada de seu papado, Francisco foi indagado se recorrer à contracepção entraria na categoria de "menor dos males", e como se sente a respeito de algumas autoridades que aconselham gestantes com Zika a fazer abortos.
Ele rejeitou categoricamente que o aborto venha a ser permitido futuramente para mulheres grávidas infectadas com Zika temerosas de dar à luz uma criança com microcefalia.
"O aborto não é um mal menor. É um crime. É matar uma pessoa para salvar outra. É o que a máfia faz", disse o papa, repudiando a prática com fervor. "É um crime. É um mal absoluto".
A Igreja de 1,2 bilhão de fiéis ensina que o aborto é um crime porque a vida começa no momento da concepção. A Igreja prega que a contracepção é errada porque nada deveria impedir a possível transmissão da vida.
Mas Francisco mencionou em sua resposta que um de seus antecessores, o papa Paulo 6º, emitiu uma dispensa excepcional que permitiu a freiras na África utilizarem a pílula anticoncepcional porque corriam risco de serem estupradas em meio a um conflito local.
Ele disse que Paulo, que foi papa entre 1963 e 1978, reagiu a "uma situação difícil na África", dando a entender que existe um precedente papal.
Francisco não contou quando exatamente seu antecessor abriu a exceção, mas acredita-se que o fato ocorreu nos anos 1960 no que então era o Congo Belga. Pouco se sabe sobre o episódio, que não foi divulgado na ocasião.
Francisco disse que, diferentemente do aborto, "evitar a gravidez não é um mal absoluto", e acrescentou que "em certos casos", como o precedente de Paulo 6º, empregar a contracepção pode ser o "mal menor".
Ele não deu maiores detalhes.
Em seus comentários sobre o Zika, o papa também clamou para que as comunidades médica e científica façam todo o possível para descobrir mais sobre a doença.
"Eu também gostaria de exortar os médicos a fazerem tudo para encontrar vacinas contra os mosquitos que carregam esta doença. Temos que trabalhar nisso", disse.

Ex-amante de FHC era segredo de polichinelo: o público, o privado e as mentiras da política


Que FHC teve um filho (biológico ou afetivo, não está claro) fora do casamento com a jornalista Miriam Dutra, sua ex-amante, sempre foi um segredo de polichinelo. No ano de 2000, quando o tucano ainda era presidente, a revista Caros Amigos publicou uma longa matéria que trazia na capa o título em letras garrafais: Por que a imprensa esconde o filho de 8 anos de FHC com a jornalista da Globo? Relê-la pode ser um bom exercício para se entender como uma história deste gênero foi abafada por tanto tempo. Modo geral, naquele período a imprensa silenciou. Coisa da vida privada de um então presidente, será?
Histórias de amantes de homens poderosos sempre despertam atenção. Nos Estados Unidos, Bill Clinton passou por maus lençóis quando foi revelada a existência de seu caso com a estagiária Mônica Lewinsky. Houve até a pimenta do sexo oral no Salão Oval da Casa Branca. Um bafafá que lhe manchou o mandato. Mas isso nos Estados Unidos, onde o comportamento pessoal (ou moral) das figuras públicas é sempre escrutinado e pode ter um peso decisivo para o sucesso ou não das carreiras públicas. As aventuras de Clinton não impediram, entretanto, que sua mulher, Hillary, ascendesse na vida política americana, com chances de ser a próxima candidata à presidência pelo Partido Democrata.
Por aqui, a exposição da vida privada de homens públicos parece seguir rumos outros.
Vale, de princípio, a regra de dois pesos, duas medidas. Se mantida em segredo a história de FHC, o mesmo não aconteceu com o então candidato Lula em 1989, quando os editores do Jornal do Brasil (JB) entenderam ser do interesse público a informação de que Lula tinha uma filha anterior a seu casamento. A mãe, no caso, não era uma amante, mas uma antiga namorada, também, coincidência do destino, chamada Miriam (Cordeiro), com quem Lula mantivera um relacionamento antes de se casar. Nesse caso a imprensa não considerou a informação como parte da vida privada de um homem público. Alguns meses depois de ter saído a matéria do JB, Miriam foi ao programa de TV de Collor, o adversário do petista, para falar, em depoimento pago, que Lula teria lhe sugerido que abortasse, o que causou um estrago grande na campanha do candidato. 
Mas tudo isso é passado.
No árduo tempo presente, de total descrédito da vida pública, a história rediviva de FHC e sua amante parece ganhar um contorno menos óbvio. Reforça, sobretudo, a ideia de que não apenas FHC, mas todos os políticos são, afinal, dissimulados – e junto com eles todo o aparato que lhes dão ou deram suporte, a mídia, os grupos de interesse. Mais um episódio, entre tantos outros, que marca o abismo entre a política e o cidadão. Talvez não seja, à luz do ano de 2016, o aspecto moral da história que reverberará por mais tempo, mas sim a sensação generalizada de que o mundo político é feito de mentiras.
Seja como for, em um país assentado no patriarcalismo como o nosso, filho fora do casamento ou amantes são encarados pelo senso comum como parte da paisagem. Como se fosse um direito natural do homem, ainda mais poderoso, ter uma família ampliada. No final quem paga o principal da conta será sempre a mulher, que cuidará de filhos ou viverá anonimamente. O que dirá a chamada opinião pública?

Terra de emigrantes, Portugal vê com bons olhos chegada de refugiados


Terra tradicional de emigrantes, Portugal propõe aos países europeus que sofrem "uma forte pressão migratória" acolher até 10.000 refugiados e aproveitar assim a oportunidade para repovoar suas regiões no interior.
Portugal tem que "dar o exemplo", declarou na sexta-feira, em Bruxelas, o primeiro-ministro socialista Antonio Costa, que criticou "uma Europa que fecha suas fronteiras para bloquear os refugiados".
A chegada de refugiados "será positiva para as regiões afetadas pela desertificação rural", informou à AFP uma fonte governamental.
O país enviou nesta semana uma carta às autoridades de Grécia, Áustria, Itália e Suécia se oferecendo para acolher até 5.800 refugiados suplementares, que se somam aos cerca de 4.500 da cota aceita por Lisboa no marco das negociações europeias.
Costa havia feito a mesma proposta pessoalmente à chanceler alemã no início de fevereiro, durante uma viagem oficial a Berlim.
Mas até agora, os refugiados não se acumulam às propostas de Portugal. Preferem os países do norte da Europa.
Lisboa acolheu 32 migrantes, apesar dos esforços do embaixador português na Grécia, Rui Alberto Tereno, que visitou em novembro um campo de refugiados para exaltar as vantagens de Portugal.
Regiões despovoadas do país.
Portugal não é conhecido e "deve se fazer ouvir entre os migrantes que chegam à Europa", explica Teresa Tito Morais, presidente do Conselho Português para os Refugiados (CPR), responsável pela acolhida dos migrantes no país.
"A chegada de refugiados vai beneficiar as regiões do país que se tornaram desérticas. Um grande número de portugueses emigraram e certas regiões do país necessitam retomar a vida", porque o índice de natalidade é o mais baixo da Europa, descreve Tito Morais.
A ideia foi lançada em setembro pelas autoridades locais de Bragança, uma pequena cidade de 35.000 habitantes no nordeste de Portugal. É uma forma de repovoar os povoados da região.
País tradicional de emigrantes, Portugal registrou nestas quatro últimas décadas 485.000 pessoas que foram de forma definitiva ou temporária, uma onda em massa que afetou mais o norte e o centro do país, em plena cris econômica.
O governo anterior de direita, derrotado em novembro por uma aliança inédita de esquerda, havia advertido que Portugal esta "disposto a fazer sacrifícios" para acolher os refugiados "mas sem questionar o esforço de reativação econômica e financeira".
Falta de mão de obra.
O governo socialista se mostra mais aberto, mas coloca certas condições, posto que o desemprego continua alto, mais de 12% da população.
A acolhida estaria reservada a 2.000 estudantes universitários e 800 alunos das escolas profissionais, além de 2.500 a 3.000 refugiados classificados nos âmbitos agrícolas e florestais.
"Nestes setores falta mão de obra e hoje em dia se veem obrigados a contratar trabalhadores no Vietnã e na Tailândia", explicou o governo.
"São postos de trabalho que os portugueses não aceitam", resume Tito Morais, para responder o comentário do "mito dos imigrantes que roubam os trabalhos dos portugueses".

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Mauro Naves leva bronca na Globo e diz que vídeo sobre Neto foi brincadeira

Segundo fontes da emissora, Naves foi advertido que isso não pode se repetir. Apesar do prestígio do profissional no departamento de esportes, a Globo não quer que esse tipo de vídeo vire rotina entre os seus profissionais.
Na gravação, Mauro Naves manda um recado para os colegas de profissão: "Estamos aqui na maior praia aqui, tudo bonito, tudo gostoso. É Carnaval, tudo bem. Você (amigo) tá pegando alguém aí ou tá olhando vídeo de futebol? Se tiver p… que pariu. É o seguinte galera, continue ligado no futebol. Carnaval vai passar, mas futebol é eterno. É o seguinte, um drinque, muita saúde pra vocês. Estamos sempre juntos e ligados no futebol. Assista mais Globo Esporte, TV Globo. F…-se o Neto, da Bandeirantes e o caraca é ‘nóis’ na Globo. Fica com ‘nóis'”.
Neto publicou o vídeo em suas redes sociais e ironizou o jornalista: “Aí grande Mauro Naves, gente fina, obrigado pela moral.".
Procurado, Mauro Naves disse que tudo não passou de uma brincadeira e que ele e Neto são amigos.
"O vídeo todo foi uma grande brincadeira, feita com amigos, num momento de lazer, que caiu na rede fora do contexto. O que disse sobre o Neto foi nesse tom. Ele é meu amigo há anos, sabe que jamais o ofenderia e entendeu muito bem a minha brincadeira. Já nos falamos e rimos bastante depois disso tudo" , disse Naves.

Homem não é mais obrigado a dividir bens nem bancar a ex

STJ

A notícia de que o STJ (Superior Tribunal de Justiça)  decidiu que a partilha do patrimônio de casal que vive em união estável não é mais automática e que as partes vão ter de provar que contribuíram com dinheiro ou esforço para a aquisição dos bens vai mexer com a vida de muita gente. Essa mulherada que ainda acha que o que o homem tem de mais sexy é o cartão de crédito, o carro e o apartamento, vai acabar com uma mão na frente e outra atrás.
Se a bonita só entrar com a fachada na união estável, sem comprovar que suou a camisa (e não daquele jeito que vocês estão pensando), não terá direito ao patrimônio erguido só pelo cara. O mesmo, a princípio, deve vale para mulheres bem sucedidas. Caso seja ela a responsável exclusiva pela construção do patrimônio, se o fulano não comprovar que entrou com grana ou com esforço, vai ele para a rua da amargura.
No mínimo, é justo. Para se partilhar um patrimônio de casal que vive em união estável, o ideal é mesmo que cada  um prove que contribuiu com dinheiro ou esforço para a aquisição dos bens. Alguém aí pode berrar, dizendo que há muitas mulheres que abandonam a vida profissional para cuidar da família e dos filhos. A Justiça precisa olhar caso a caso, mas se dedicar exclusivamente ao lar não deixa de ser um baita esforço para o enriquecimento mútuo.
Por outro lado, acho que ex-marido pagar pensão à mulher pro resto da vida é uma aberração. O STJ vem, de fato, entendendo que a obrigação de pagar pensão alimentícia à ex-cônjuge é medida excepcional. Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, em um um julgamento recente,  o STJ decidiu converter a pensão definitiva da mulher, de 55 anos, em transitória. Ela receberá quatro salários por apenas dois anos. Procurada, a assessoria de comunicação do STJ não tinha informações sobre o caso. Rosane Collor também teve de se contentar com uma pensão por apenas três anos paga pelo ex-presidente Fernando Collor.
As mulheres podem e devem bancar seu próprio sustento. No caso de Rosane Collor, ela teve direito a alimentos “compensatórios” por não ter trabalhado para seguir a vida política do ex. Mas até isso foi uma opção de vida dela. Depois não adianta chorar. É uma ótima lição para essa mulherada que quer viver à sombra do marido, achando que  é dele a obrigação de bancar a fofa a vida toda.
Agora, é bom que se diga e não custa lembrar: uma coisa é pensão para ex-mulher. Outra, muito diferente, é pensão para filho. Bancar a mulher não deve, mesmo, ser uma função do ex. Mas colaborar com o bem-estar das crianças que teve é, sim, obrigação do pai. Esse monte de homem que casa, faz filho, separa e se faz de morto na hora de pagar pensão para as crianças merece o que a lei destina a eles: cadeia.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

FORTALEZA DA GENTE - FATOS, FOTOS E ACONTECIMENTOS.: OS MELHORES GOLS DE ZICO

FORTALEZA DA GENTE - FATOS, FOTOS E ACONTECIMENTOS.: OS MELHORES GOLS DE ZICO

"A Igreja jamais vai poder defender o aborto", diz Dom Jaime Spengler em lançamento da Campanha da Fraternidade Bruna Vargas/Agencia RBS


"A Igreja jamais vai poder defender o aborto", diz Dom Jaime Spengler em lançamento da Campanha da Fraternidade

Em meio a uma epidemia e casos com zika no Brasil, a Campanha da Fraternidade de 2016 propõe um debate sobre saneamento. Com o tema "Casa Comum, Nossa Responsabilidade", a iniciativa do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) pretende ajudar a conscientizar a população sobre a importância do saneamento para que as pessoas cobrem ações do poder público em relação ao tema.
Água potável, esgoto sanitário, limpeza urbana, drenagem de águas pluviais e o manejo correto de resíduos, no entendimento do Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler, são pontos importantes para barrar a proliferação do Aedes aegypti, transmissor do zika, da dengue e da febre chikungunya. Mas o debate religioso sobre o combate ao problema deve se limitar às questões de saneamento. Medidas como a permissão do aborto de fetos com microcefalia em países onde há zika, como defende a Organização das Nações Unidas (ONU), seguem condenadas pela Igreja Católica.
— Nesse momento, querer colocar em debate a questão do aborto é não enfrentar a questão, que exige a discussão sobre outra realidade, da falta de saneamento. A Igreja jamais vai poder defender o aborto. Ela sempre vai defender a vida, desde a sua concepção até seu fim natural — disse Dom Jaime no lançamento da Campanha da Fraternidade em Porto Alegre, na tarde desta quarta-feira.
No lançamento da campanha em nível nacional, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sérgio da Rocha, também criticou o aborto em casos de microcefalia de bebês causada pelo vírus zika. A intensa circulação do vírus no país e a possível associação da infecção em gestantes com casos de microcefalia reacendeu o debate sobre o aborto no Brasil nas últimas semanas.
Durante todo o ano de 2016, a igreja deve formar parcerias com instituições e entidades da sociedade civil para fomentar o debate sobre saneamento. No Rio Grande do Sul, segundo a Igreja, a primeira ação será verificar se estão sendo cumpridos os planos municipais previstos na Lei de Saneamento Básico, de 2007. Para isso, foi fechada uma parceria com o Ministério Público Estadual (MPE), que deverá buscar informações e efetuar eventuais cobranças às prefeituras que não estiverem de acordo com o estipulado pela legislação.
Segundo o Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre, também serão disponibilizados materiais didáticos às escolas que quiserem trabalhar o tema da campanha com seus alunos:
— Precisamos trazer a questão à tona. O que não é falado, não é debatido. E o que não é debatido, não traz decisões objetivas — concluiu.
As entidades religiosas também devem se envolver na mobilização nacional contra o mosquito, defendida pela presidente Dilma Rousseff. Representantes do Conic se reuniram com a presidente no Palácio do Planalto nesta quarta-feira.
Em mensagem encaminhada à campanha no Brasil, o papa Francisco defendeu o envolvimento de "governantes e toda a sociedade". "Todos nós temos responsabilidades com nossa casa comum", diz o texto. O lema da campanha deste ano é "Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca".

Video aula sobre Marketing de Relacionamento - Eleições 2016 - Marketing...