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quinta-feira, 30 de junho de 2016

ANISTIA DE TEMER A ESTADOS CONTRA

DIZ DISCURSO DO GOVERNO QUEBRADO


Luiz Chaves/Palácio Piratini: <p>BRASÍLIA, DF, BRASIL 20.06.2016: O governador José Ivo Sartori chegou por volta das 10h30 na Residência Oficial de Águas Claras, no Distrito Federal, para reunião com governadores que trata sobre a dívida dos Estados </p>

Após chegar ao poder com um impeachment construído sob a tese de que a presidente Dilma Rousseff quebrou o País com suas "pedaladas fiscais", o interino Michel Temer toma mais uma decisão que contribui para a deterioração das contas públicas, ao conceder aos estados carência de seis meses nos pagamentos de suas dívidas; até agora, Temer já ampliou o déficit para R$ 170 bilhões (o que deve se repetir em 2017), concedeu reajustes ao Poder Judiciário, permitiu a criação de cargos de confiança no Legislativo e concedeu subsídios aos governadores; além disso, aumentos de impostos foram descartados para não contrariar o empresariado; o resultado da gestão provisória será um país em condições fiscais muito piores do que as que foram entregues pela presidente Dilma Rousseff; Temer comentou a renegociação: "Depois de um longo inverno, parece que a luz se acendeu no horizonte"
BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e governadores fecharam acordo nesta segunda-feira sobre a renegociação da dívida dos Estados com a União, por meio do qual não terão de desembolsar nenhuma parcela por seis meses, afirmou o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB).
Segundo ele, os Estados voltarão a pagar suas parcelas da dívida em janeiro, de forma escalonada. Meirelles esteve reunido nesta tarde com diversos governadores para tratar sobre o tema.
"Teremos uma carência no pagamento da dívida de seis meses. A carência total. Depois, nós teremos a partir de janeiro uma redução proporcional em 18 meses", afirmou Rollemberg a jornalistas, acrescentando que a parte da dívida que foi judicializada será paga pelos Estados em 24 meses.
Em princípio, os Estados queriam carência total por dois anos, enquanto o Tesouro havia proposto pagamento da dívida de 100 por cento até julho e, a partir daí, cairia a cada bimestre até chegar a 40 por cento em julho de 2017, patamar que ficaria congelado até dezembro daquele ano. A partir daí, voltaria cair até zerar a carência em 2018.

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