Eleição presidencial já temos
19 pré-candidatos.
A cinco meses para o início do registro das candidaturas, a corrida eleitoral deste ano começa a ganhar forma e já reúne pelo menos 11 postulantes ao Palácio do Planalto colocados oficialmente. Nesta quinta-feira, 8, os nomes do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) foram lançados por seus partidos.
Analistas apontam o cenário de incerteza na disputa presidencial, reflexo da crise política, e o fim do financiamento empresarial como determinantes para a proliferação de candidaturas. A possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), até agora líder nas pesquisas de intenção de voto, ficar impedido de concorrer com base na Lei da Ficha Limpa também é considerada um fator para a pulverização de candidatos.
Algumas dessas candidaturas, porém, são vistas como tentativa de os partidos se cacifarem nas negociações de alianças eleitorais, como a do próprio Maia (DEM-RJ). No evento em que “estreou” como pré-candidato à Presidência, o deputado foi reverenciado por líderes de siglas do Centrão e até por tucanos, que já têm no governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) seu pré-candidato. Eles ainda tentam atrair o DEM para a chapa presidencial.
A exemplo da candidatura do DEM, considerada de centro, no campo da esquerda a postulação da deputada estadual gaúcha Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) também é vista com ceticismo. Historicamente, o partido tem se colocado como linha auxiliar do PT e aliados dizem ter dúvidas se ela a manterá até o fim.
“O quadro está aberto. Partido grande não tem candidato forte, candidato mais forte está em partido fraco. O primeiro colocado nas pesquisas está impedido e o outsider saiu. O governo é bom nos resultados econômicos e pessimamente avaliado. Isso tudo dá muita insegurança para se apostar em coligações agora”, afirmou o cientista político Rubens Figueiredo.
A fragmentação vista no campo de centro, que reúne, além de Maia e Alckmin, o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), pode ficar ainda maior caso o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, concorra. Ele negocia filiação ao MDB, mas dirigentes da sigla têm dito que a prioridade, em caso de candidatura própria, é do presidente Michel Temer – que diz não ter a pretensão de disputar a reeleição.
“Vemos a pré-candidatura do Maia com o mesmo respeito com que vemos a do Meirelles. E inclusive alguma do MDB que possa ser lançada”, disse ontem o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun.
Fator Lula. Na esquerda, a indefinição sobre Lula incentiva a fragmentação. Além do petista e de Ciro, o PSOL lança amanhã o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos (PSOL-SP), como pré-candidato. Embora considerada mais ao centro, a ex-ministra Marina Silva (Rede-SP) – oficializada como pré-candidata em dezembro – disputa o mesmo eleitorado.
Para o cientista político Vitor Marchetti, da Universidade Federal do ABC, uma das medidas do que chama de “desestruturação” de sistema político é o número de candidaturas. Para ele, já é possível projetar 18 nomes. “Nosso recorde foi em 1989, quando 22 candidatos se lançaram. A diferença é que em 1989 a descoordenação era reflexo da inauguração do regime, já 2018 é retrato de sua desconstrução.” Vitorioso na primeira eleição após a redemocratização, o senador Fernando Collor (AL) é pré-candidato pelo PTC-AL.
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Nas minhas contas podemos colocar como pré-candidatos oficiais ou não, os seguintes nomes:
1) Lula (PT-SP)
2) Jair Bolsonaro (PSL-RJ)
3) Álvaro Dias (Podemos-PR)
4) Fernando Collor (PTC-AL)
5) Marina Silva (REDE-AC)
6) Guilherme Boulos (PSOL-SP)
7) Rodrigo Maia (DEM-RJ)
8) Ciro Gomes (PDT-CE)
9) Geraldo Alckmin (PSDB-SP)
10) Manuela D’Ávila (PCdoB-RS)
11) Joaquim Barbosa (PSB-SP)
12) João Amoedo (NOVO-RJ)
13) Paulo Rabello (PSC-SP)
14) Levy Fidelix (PRTB-SP)
15) Cristóvam Buarque (PPS-DF)
16) Dr. Rey (PRONA-SP)
14) Levy Fidelix (PRTB-SP)
15) Cristóvam Buarque (PPS-DF)
16) Dr. Rey (PRONA-SP)
17) Eymael (PSDC-SP)
18) Temer (teimoso MDB-SP)
19) Cabo Darciolo (PATRIOTAS-RJ)
18) Temer (teimoso MDB-SP)
19) Cabo Darciolo (PATRIOTAS-RJ)
Val Antunes - Finaliza.

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